quinta-feira, 21 de março de 2013

Midnight City - Cap 3

-- 23 comentários:

"Nunca tive problemas em conseguir o que quero, 
mas quando se trata de você, nunca sou boa o bastante"



POV Justin 


Tudo ocorria tranquilamente, a conversa fluía agradável para ambos. Me sentia confortável com sua companhia. Ela me contava uma história de quando ela foi para seu primeiro show com sua família.

- Você era uma criança bem levada, com 10 anos você pulou no segurança? - disse rindo. 

- Mas é que ele fez isso com o menino e eu queria que ele me levasse nas costas também. - ela falou como se fosse algo mais normal no mundo. - Só que minha mãe me puxou das costas do homem. - ela riu como se estivesse vendo a cena em sua cabeça. - As mães olhavam assustadas pra mim, como se eu fosse uma criança assassina que sobe em seguranças. 

- Mas o menino que ele levou estava passando mal. - ri dela. - Mas sabe, quando eu era pequeno eu tinha um tio chamado Kenny, ele era amigo da minha mãe então o considerava como tio. Ele estava dormindo no sofá da sala ai eu peguei um livro e taquei na cara dele e gritei "FACEBOOK!" - ela começou a ri escandalosamente. - Eu era pequeno! Tinha 16 anos. - ela arregalou os olhos.

- 16 anos?? Pequeno? Justin, você era retardado. - ela riu e bebeu um gole do refrigerante e limpou sua boca delicadamente com o pano.

- Ah qual é? Foi engraçado. - ela concordou e começamos a rir. Alicia olhou no relógio em seu pulso e arregalou os olhos.

- Justin, são onze horas da noite! - ela exclamou assustada. O tempo ao lado dela passou tão rápido imperceptível para nós dois.

- Sério? - amanhã tínhamos aula. - Garçom! - o chamei e ele nos olhou, fiz o sinal pra que ele me mandasse a conta e o mesmo assentiu. Vi Alicia pegar uma carteira em sua pequena bolsa e coloquei minha mão em cima a impedindo. - Nem pense!

- Justin, eu também comi, gastei sua gasolina, você buscou em casa. Dá pra parar de palhaçada? - ela disse séria e desviou a bolsa de minha mão. 

- Você está ferindo minha masculinidade. - peguei meu cartão e levantei da mesa, fazendo ela me encarar incrédula. Dei um risinho vitorioso em sua direção e fui para o balcão de pagamento. Achei o garçom com a minha conta e peguei a mesma para pagar.

Alicia me matava com os olhos, enquanto eu, sorri na maior paz do mundo. Ali se levantou antes mesmo de eu chegar até ela e foi em direção ao carro, já vi que é pirracenta. Aquilo me fez  lembrar minha irmãzinha que deixei no Canadá. Quando não comprava doce pra ela, Jazzy cruzava os braços e me ignorava por cinco minutos e logo tudo estava bem. Em frente ao meu carro lá estava ela parada olhando os próprios pés. Mordia os lábios e mexia os dedos contra o carro formando uma musiquinha. Ri da cena e fui me aproximando. Destravei o carro e Alicia se assustou com o barulho que a Ferrari fez. 

- Vai ficar com essa cara? - falei enquanto abria a porta do carro. 

- Vou. Você foi machista. - ela entrou no carro de biquinho.

- Não acredito nisso. - revirei os olhos e fechei a porta de seu lado. Entrei no banco de motorista e dei a partida no carro rapidamente manobrando para sair da vaga. - Me desculpa. - falei assim que sai do estacionamento encontrando as agitadas ruas de Nova York. Eu não sabia porque eu estava pedindo desculpa, eu que estava certo. Era errado deixar ela pagar, minha mãe sempre foi bem clara em me dizer "Sempre ser cavalheiro com uma dama." 

- Não tem que me pedir desculpa. - ela murmurou. Agora eu pergunto:  Então qual era o propósito do aborrecimento? - Eu que exagerei, você só estava sendo legal. - ela abaixou a cabeça e seu tom de voz ainda era baixo.

- Ta tudo bem. - sorri a confortando. - Quer ouvir música? Eu tenho o cd do Michael Jackson aqui. - ri me lembrando da nossa tarde no café. Ela me olhou sorrindo e assentiu. Agora era só nós e uma música do rei. 


I'm starting with the man in the mirror I'm asking him to change his ways 

[...]

Estávamos rindo do nada quando parei o carro em frente ao seu prédio. Ela me olhou sorrindo e seus olhos pareciam brilhar mais do que a Lua naquela noite. Mordi os lábios um pouco nervoso e olhei minha mão no volante, segundo depois voltando meu olhar a ela. Queria dizer para repetirmos esse encontro ou até mesmo já chama-la para tomar um café amanhã. Mas era errado da minha parte. Aquilo não podia acontecer. Eu não me sentia e nem era o cara certo pra ela. E olhar no fundo de seus olhos, me fazia ter certeza de que ela merecia alguém melhor, ou então, confundia minha cabeça. 

- Essa noite foi incrível. - sua voz suave quebrou o silêncio. 

- Posso te dizer o mesmo. - sorri quando nossos olhos se encontraram.

- Então... até amanhã. - ela se curvou e deu um beijo tímido e rápido em minha bochecha. 

- A gente se vê amanhã. Tchau! - acenei assim que ela saiu do carro acenando de volta.

Estava decidido a fazer as coisas mudarem amanhã. Eu não podia continuar com aquilo. Estava fazendo mal a mim e a ela. Não poderia simplesmente fingir que não faço coisa suja e mete-la no meio disso tudo. Eu farei isso por ela, por nós.

POV Alicia

O nervosismo era o que mais havia atrapalhado tudo, a coragem se perdia quando aqueles olhos encontravam o meu. A razão que tinha era perdida com sua risada. Meus sentidos pareciam em êxtase o som de sua voz ainda ecoava em minha cabeça. Não conseguia parar de pensar como seria amanhã. Cada dia uma surpresa diferente. Ele era tão gentil, engraçado, o que mais poderia desejar em uma pessoa. Com seu sorriso em mente, fui me despindo para tomar meu banho.

Abracei meu travesseiro com força. Sorria sem acreditar que tudo fosse realmente real. Eu saí com Justin. Bocejei e vi que o sono havia chegado. Fui fechando meu olhos sem relutar. Agora estava perdida em um mar de sonhos onde apenas ele navegava.

[...]

Bruno Mars cantava me despertando. Desliguei meu celular com rapidez e pela primeira vez, me vi animada para levantar e encarar aquela faculdade como sempre fazia mais era sempre sem ânimo nenhum. Bati uma vitamina pra mim de morango e tomei rapidamente. Vi o relógio e me desesperei. Estava atrasada. Nunca mais farei o café da manhã, meu starbucks nunca havia me decepcionado. Peguei minha bolsa e minhas chaves. Fechei tudo e fui o maís rápido que pude pro carro.

Corria deslizando sobre as ruas bem asfaltadas. Meu celular tocava desesperadamente, imaginei que fosse ele. Com uma mão no volante, procurei o celular na bolsa com a outra. Achei e olhei no visor "Mia", havia esquecido de ligar pra ela. Atendi sem mais demoras.

- Alô? - disse com uma voz inocente.

- Além de está atrasada, não me ligou. Ali!! - ela me reprendeu.

- Desculpa, desculpa. Eu vou chegar no faculdade em alguns minutos e já te conto tudo. Só pra você ficar melhor, ontem foi perfeito! - sorri 

- Ai me deus! Vocês se beijaram? - ela parecia está pulando do outro lado da linha.

- Não, não, foi só um encontro normal. Apenas conversamos e rimos. - suspirei alto.

- Ow! Preciso saber de tudo. Chega logo. Beijos. - ela riu.

- Beijos. - desliguei.

Foi o tempo de mais uma música tocar na rádio e eu já estava estacionando o carro na vaga livre que tinha um pouco longe da entrada. Merda, por isso nunca gostei de me atrasar. Sai do carro pegando as coisas do banco ao meu lado. Fechei o carro e fui andando distraída. 

Estava no corredor indo para a minha sala, hoje o último tempo seria literatura, ele estaria ali. Não saberia como reagir. Encontrei Mia me olhando animadamente, mas o professor já estava em aula. Com educação, pedi permissão pra entrar, como sempre fui uma aluna exemplar, ele me deixou ficar sem delongas. 

- Você vai me contar até quantas vezes você respirou. - Mia sussurrou enquanto me sentava e ajeitava meus cadernos e livros na mesa.

- No intervalo. - falei do mesmo jeito e voltei minha atenção pra frente.

[...]

- Ele disse que também achou incrível. - disse sorrindo e bati palminhas. 

- Ai meu deus, ele gostou de você. - Alicia abriu a boca e em seguida a tampou com as mão. 

- Será? Eu não sei... - abaixei a cabeça.

- Claro que gostou! Você encontrou ele hoje? - ela comeu um pedaço de seu sanduíche.

- Ainda não. A última aula é dele certo? - tomei mais um gole do meu refrigerante.

- Sim, você poderia sentar mais atrás. - ela me empurrou levemente com o ombro e sorriu animada.

- Claro que não! Ele vai me achar uma atirada.

- Pare de besteira. Ele não precisa saber que é por ele.

- Claro, ele nem vai notar, que por livre e espontânea vontade eu mudei de lugar que eu sempre sentei para mais perto dele e olha só. -  a olhei irônica. - Logo depois de um dia termos saído juntos. - completei minha ironia.

- Nossa Ali, você é tão negativa. - bufei. - Vamos, o sinal tocou.

[...]

Era agora, a troca de professores entre o penúltimo e o último horário. Meu coração batia forte só de pensar em vê-lo. Olhei para Mia que me encarava com ansiosidade. A porta se abriu direcionei meus olhos para da onde tinha vindo o barulho. Ele estava ali, tão lindo, com suas roupas sempre modernas. Esperei ele olhar pra mim. Até agora Justin só tinha ido até a mesa do professor e mexido em alguns papéis. Sem ao menos direcionar seu olhar pra turma que o encarava em silêncio. O professor Robert, seu supervisor chegou. Eles trocaram poucas palavras, antes de Justin ir para seu lugar de sempre, o fundo da classe.

Ele passou entre eu e Mia e nem se quer um aceno educado ele deu. Fiz uma cara de confusão expressando como eu estava por dentro. Por que depois de tudo que fizemos juntos, ele nem se quer me olhou. Não podia ser isso. Olhei pra trás e ele estava me olhando dei um aceno discreto e ele simplesmente desviou o olhar. Virei pra frente e abaixei a cabeça. Eu sabia. O que ele veria numa garota como eu? Deitei a cabela em meus braços sobre a mesa apenas rezando pra que ninguém visse uma lágrima cair em meu olho. Sonhei tão alto que não pude aguentar a queda. 

POV Justin



---------------------------------------------------------

Continua...

Gente! MEU DEUS Obrigada!! Antes de tudo Dricka eu te amo!!! ahahah Obrigada pelos comentários. 


Eu e Dricka ficamos emocionadas, sério shauhsua OBRIGADA DEMAAIS SERIO!!

Indicando: http://sonhosdebelieberjb.blogspot.com.br/

Divulguem minhas gatas! Sigam o blog!



Falem comigo >>> Ask Twitter

quarta-feira, 20 de março de 2013

Midnight City - Cap 2

-- 19 comentários:


Esperando a hora certa para um passei no escuro.




POV Justin

Não sabia responder se o que estava fazendo era certo, não falavam pra seguir meu coração? Porém, a razão e as circunstâncias não me deixavam. Estava me perguntando se falava ou não com ela. Falo, claro, faz parte da educação, ontem ouvimos musica e tomamos café juntos e hoje eu iria a ignora-la? É, eu tenho que falar com ela.

- Ei! Alicia! - a chamei assim que a vi a menina um pouco desastrada com seu material tentado desligar o carro. 

- Oi! - ela sorriu e ajeitou o cabelo deixando a chave do carro cair. Peguei pra ela rapidamente e fechei o carro. - Obrigada. - ela soltou o ar. - É que eu meu celular tocou e ele tava no fundo da bolsa e eu... - ela falava sem respirar e bem rápido.

- Calma, calma. - ri dela. - Quer ajuda?

- Sim, segura isso pra mim por favor? - ela me entregou o celular dela e a chave do carro. 

- Claro. - peguei as coisas e ela foi ajeitando tudo corretamente na bolsa dela. Ela esta bonita, ela era linda. Apreciei esse momento em que pude observa-la. Já fazia isso na aula mesmo, só que mais discretamente. 

- Obrigada. - ela sorriu e pegou os objetos que tinha me dado. - Me acompanha até a sala? - sua bochecha corou assim que disse aquilo, acho que se tivesse um buraco, ela taria se enfiando no mesmo.

- Por que não? - sorri a confortando e Alicia soltou o ar. - Então... - pressionei os lábios procurando assunto. - Você quer sair comigo? - falei rápido como se as palavras tivessem fugido da minha boca.

- O que? - ela quase engasgou no próprio ar. 

- Você está livre hoje? De noite... ou de tarde. - franzi o cenho olhando pra baixo confuso com o meu ato. O que eu fiz?

- Claro! Quer dizer, de noite. - ela sorriu.

- Eu te ligo. - falei sem pensar. - Hãn.. qual é seu número? - cocei a nuca com um sorriso torto. Peguei meu celular no bolso e fui anotando enquanto ela me passava seu número. 

Estava completamente atrapalhado, e sem saber se era por causa dela ou por causa do que eu estava fazendo fosse errado. Esse é o momento em que acredito que a força do corpo às vezes passa da razão. 

POV Alicia.


Por que tudo nele me encantava? Era seu jeito atrapalhado, seu sorriso tímido? Era como se eu fosse criança e ele um parque de diversão cada brinquedo que nele pertencia me encantava cada vez mais. Meus olhos ainda havia brilho depois de ter falado com ele. Mia chegou sorridente vindo sentar ao meu lado, seu lugar de sempre. Encarei a mesma enquanto ela se sentava e se ajeitava organizando sua bolsa em cima da mesa.

- Não tem nada pra me contar? - sempre direta, ri com o meu pensamente e fiz uma cara confusa pra ela. - Eu te vi com o estagiário bonitão, ok? - sorri ao me lembrar disso.

- Ele me chamou pra sair. - Falei baixo com um sorriso maior que o rosto.

- Sério?? - Ela disse tão alto que um grupo atrás da gente nos encarou assustados.

- Pega um megafone! - falei irritada. Afinal não seria nada legal se a faculdade inteira soubesse que eu estava saindo com o estagiário.

- Desculpa, fiquei apenas animada por você. Afinal, esse era seu sonho. - ela sorriu com os olhos brilhando.

- É hoje a noite! - falei animada, e me segurei para não fazer movimentos de felicidades.

- Você tem que está perfeita. - assenti com a cabeça, mas nosso assunto encerrou com a entrada de Senhorita Johnson.

[...]

- Por favor Mia, me ajude! - implorei mais uma vez. Eu não tinha tanto senso de moda, enquanto Mia sempre estava fabulante. 

- Tudo bem, tudo bem. - ela disse vencida pelo o cansaço.

- Eba! - dei um pulinho de alegria. - Hoje não vou trabalhar na loja, você pode ficar lá em casa. Assim, não corre o risco dele te "pegar" lá em casa como você disse.

- É melhor desse jeito mesmo, seria constrangedor. - ela fez uma cara engraçada  a qual eu ri.

Fomos andando até o meu carro, conversávamos, sobre como seria mais ou menos o meu look. Eu não entendia nada, já Mia, parecia está sempre fabulante. Seus cabelos sempre brilhosos, suas roupas sempre de marca,
 com o corte parecendo ser feito sobe medido para seu corpo esbelto. Ela era linda. Olhava meus trajes e não me sentia adequada pra nada, mas ao mesmo tempo pensava: Pra que me arrumar para a rotina de sempre? Não chegava nem a ser questão de estar bem consigo mesma, sentia prazer em estar confortável, apenas.

Dirigia com tranquilidade ouvindo uma música qualquer no rádio. Mia olhava despreocupadamente para a janela vendo a vista lá fora. Sempre gostei dessa cidade, a cidade que nunca dorme, sempre agitada, eu sempre fui bastante urbana nesse aspecto. Parei meu carro assim que chegamos ao meu prédio. Saímos do carro e fomos pegar o elevador que estava por sorte no andar da portaria. 

- Vai querer almoçar o que? - puxei assunto enquanto abria a porta de casa.

- Não sei, o que tem? - ela entrou antes de mim assim que dei espaço pra ela passar. 

- Vai vendo ai na cozinha, vou me trocar lá dentro. - Ela assentiu e foi pra cozinha. 

Como minha melhor amiga, havíamos uma intimidade bem alta, ela tinha minha total confiança como tinha a dela. Adentrei no meu quarto vazio e joguei a bolsa na cama. Prendi meu cabelo em um coque mal feito e tirei minha blusa, fui pro banheiro e lá me despi completamente. 

[...]

- Eu me sinto uma vadia louca. - me encarei no espelho completamente perplexa com a imagem a minha frente.

- Para com isso. Você está linda! - Mia sorria com um sorriso de "Missão cumprida"

- Eu não vou com isso. - A encarei. 

- Mas você disse que Justin te ligou marcando em um restaurante a noite. Você tem que está pelo menos apresentável. E não vai ser com jeans e camiseta que vai conseguir isso. - ela estava certa, mesmo eu não querendo admitir isso.

- Ok, você venceu! - Levantei as mãos em seguida as deixando cair causando um estalo em meu corpo de leve.

- Eba! Você está linda Ali! - Me olhei novamente. É eu estava bonita. - Eu vou indo gata, me liga pra contar tudo depois. - ela se levantou vindo até mim me dando um beijo na bochecha. A abracei forte a agradecendo pela ajuda.

- Tchau, te ligo mais tarde. - sorri, ela acenou e se foi.

Durante mais alguns minutos fiquei me encarando no espelho. Coloquei minhas mãos na cintura e sorri, tentando me convencer que tudo daria certo essa noite. Não tinha o que dar errado, havia apenas a minha insegurança incomodando meus pensamentos. 

P.O.V Justin


Minhas mãos estavam suando, qual é? Era pra ser apenas uma saída normal. Ajeitei meu cabelo o bagunçando de leve com as mãos e me olhei pela última vez no espelho. Respirei fundo e chequei se as janelas estavam fechadas. Uma vez que as coisas estavam em ordem, me permiti a sair de casa mais tranquilo. Fechei a porta com a chave e fui logo pegando a chave do carro. Qual deles iria usar hoje? Talvez a Ferrari para impressiona-la. Pera, eu quero impressiona-la? Vamos Justin! Peguei a Ferrari mesmo e fui e abri o portão da garagem. Dando a partida, fui ao endereço da mensagem enviada por ela em meu telefone. 

O trânsito estava perfeito, em poucos minutos estava em frente a um prédio simples porém bonito. Sai do carro tirando a chave da ignição e fui pra porta a interfonando. 

- Alô? - sua voz soou agitada.

- Oi, Alicia? É o Justin.

- Ah, oi Justin! Eu já estava descendo. - ela desligou antes mesmo de eu responder.

Me encostei na grade com as mãos no bolso da frente da calça. Mais ou menos dois minutos pude a ver sair da portaria completamente linda. Fechei minha boca um segundo depois que a abri. Ela abriu a porta distraída e sorriu ao me encontrar ali. Fui até ela sem saber como cumprimenta-la. 

- Oi. - sorri tentando parecer normal.

- Oi. - ela encarou o chão mordendo os lábios. 

- É... vamos?

- Claro! - aquilo não estava saindo muito bem. 

Abri a porta do carro pra ela que em seguida entrou colocando o cinto. Dei a volta e entrei no carro. Assim que me ajeitei no banco e dei partida, me senti na obrigação de puxar um assunto, e nada melhor de começar falando uma verdade.

- Você está linda! - sorri sem olha-la.

- Sério? - ela virou parecendo bem contente. - Quer dizer... Obrigada. - sua voz parecia se controlar.

- Você já foi no restaurante que eu falei? - Estava me superando em estragar o passeio.

- Não, eu costume pedir comida em casa ou cozinhar, quando saio é pra ir para algo mais simples tipo o starbucks. - Ela parecia está melhor do que eu.

- Eu também faço isso, a minha rotina não é fácil. Estágio de manhã e trabalho a noite. - Puta que pariu o que eu falei.

- Aé? O que você faz a noite? - Engasguei com minha própria saliva. Ela não poderia saber.

- Hã...eu, eu... trabalho ajudando um amigo nas contagens do negócio dele. - eu não tava mentindo tanto.

- Que negócio? - Porra, dá pra parar de perguntar?

- Ele tem um Pet Shop - falei a primeira coisa que veio a minha cabeça.

- Ai que legal, eu amo animais. Qual é o nome? - ela podia ser menos curiosa.

- Pet Happy. - Falei e fiz uma cara de confusão pra mim mesmo.

- Nunca ouvi falar. Você tem animais? - Finalmente aquele assunto acabou.

- Eu tinha, o nome era Sammy, mas tive que deixar lá no Canadá. 

- Você é canadense? 

- Sim, me mudei faz três anos. 

- Ah, sim. Eu sou do Brasil. Me mudei a uns três anos também. - Com a notícia dela vindo do Brasil já era de se esperar. Fato, que explicou muitas coisas de sua aparência.

Avistei o restaurante bem iluminado a nossa frente. Parei o carro na vaga mais próxima a entrada do estabelecimento. Abri a porta do carro para Alicia que continha seus olhos brilhando, a mesma desceu da Ferrari e fomos andando até o restaurante. A mesa já estava reservada. Assim que finalmente nos instalamos ali dentro devidamente pude olha-la melhor. Afinal a luz da noite não era tão forte para que desse para eu observa-la. Seus cabelos caídos até sua cintura com uma leve ondulação nas pontas, seus olhos brilhando e destacados devido a maquiagem. Ela estava linda. Agora, tudo que tinha que fazer era tornar aquilo perfeito e agradável. 




------------------------------------------------------------------

Continua...

Obrigada!! Sério, amei que vocês gostaram. haha 
Antes de tudo, vou logo avisando que essa história vai se contradizer muito, e vai ter pensamentos confusos, mas faz parte leem e não ficarão confusos haha principalmente no POV Justin.




                    Falem comigo >>> Ask Twitter



terça-feira, 19 de março de 2013

Midnight City - Cap 1

-- 5 comentários:


A cidade cresce a noite, olhar e ver seus olhos, eles brilham.




POV Alicia

Admirava a vista lá fora com desdém, dei mais um gole na xícara de café me certificando que ainda estava quente. Abri um pouco a janela e me afastei quando o vento entrou soprando em minha pele me arrepiando. Fechei novamente e resolvi tentar escrever outra vez. Me sentei sobre a cadeira de madeira e encarei o monitor de meu computador. Deixei a xícara repousada sobre a mesa e olhei as teclas do teclado velho, percorri meus dedos sobre ele formando assim meu primeiro texto. Aquele que tinha que terminar até amanha de manhã antes da faculdade. 

A concentração era a minha maior amiga, enquanto o sono não parava de bater na porta. Meus olhos lutavam pra ficar abertos, acreditava que o café fizesse o milagre de me manter desperta até o final daquela redação onde teria que dizer o que era leitura pra mim. 


"Abrir mentes, fazer o seu redor um mundo mágico, sem impasses. Fugir da realidade, sobre tudo: Imaginar aquilo que você achava impossível."

Li, reli, não estava bom, sei que era capaz de fazer algo melhor. Com mais um gole de café me enchi com a esperança de que aquilo fosse me dar alguma luz. Foi então que me lembrei de algo, algo que me fazia ficar de pernas bambas, que fazia meu coração bater mais rápido. Me lembrei dele, do meu amor. Depois de 1 ano o venerando naquela faculdade eu posso chama-lo de amor. Minha cabeça me recriminou por está tão abobalhada apenas por um pesamento. Então eu comecei a criar um raciocínio, não muito lógico mas que fazia total sentido pra mim. Escrever pensando em o que você ama. Eu amava leitura e mais ainda aquele sorriso com aquele lábios carnudos que pareciam ter o formato de um coração.


"Quando se pratica a arte da leitura, é como se não precisava de asas para voar, para se sentir tão leve. Uma nova realidade se forma ao seu redor e aos poucos vai colidindo com a fantasia, a qual só o livro te submete. A leitura é uma ponte para o mágico. Uma trilha para o que até então era julgado impossível."

Lá estava eu satisfeita comigo mesma, sorria com meus olhos fixos na tela. Agora estava livre para dormir. Nunca pensei que essa tática de escrever pensando em Justin daria certo, por um momento achei certo dá créditos pra ele no final. 

Com uma lentidão normal minha, fui para o banheiro, liguei o chuveiro e deixei minha mão ali por alguns segundos para ver a temperatura da água, me despi e entrei debaixo daqueles pingos quentes que caíam consecutivamente em minha pele a arrepiando com o primeiro contato com tal temperatura. Fiquei ali em baixo um bom tempo até finalmente tomar um banho decente e ir dormir. Deitei em minha cama com o celular na mão, tinha que coloca-lo pra carregar, amanha teria meio expediente na loja de Liz. Meu corpo relaxou sobre o colchão fofo e então pude me ver adormecendo em um sono profundo.

Minha cabeça parecia pesar mais do que o corpo, meu celular ainda tocava, com um pequeno esforço, desliguei o aparelho conferindo as horas. Coloquei minha mão direita na testa em um gesto de cansaço, afinal, não havia dormindo direito. Sem mais delongas, consegui sair da cama, fui para o banheiro tomar um banho, escovar dentes e lavar meu rosto. Me vesti para um dia normal na faculdade e depois um turno de meio expediente no "Crystal Shoes". Era exaustivo só de pensar. Peguei minha redação já impressa e coloquei em uma pasta para depois coloca-la na bolsa, não queria que amassasse. 

O clima de Nova York estava frio. Vesti minha jaqueta de cor nude e fui em direção ao meu carro, não era um dos melhores automóveis, mais era meu bebê, minha primeira conquista depois do velho apartamento que meus pais me deram assim que decidi me mudar pra Nova York. Coloquei minha bolsa no banco do passageiro e me endireitei no de motorista, peguei a chave no bolso e coloquei na ignição a virando e fazendo o motor ranger. 

A faculdade era pouco quilômetros da minha casa, assim que estacionei fiquei nervosa, minha primeira aula ia ser de literatura, não me sentia preparada para ler minha redação na frente da turma, ele estaria lá. No final da sala, como sempre, observando tudo, percorrendo seus olhos através das pessoas. Parecia tão perdido e ao mesmo tempo atento, um poço de mistério que seus olhos não davam pista do qual seria. 

Ajeitei meu casaco ao redor do meu corpo, o vento batia em meu rosto e meus cabelos voavam com isso. Entrei na sala e fui direto ao meu lugar, Mia estava lá na carteira ao lado da minha.

- Como está? - sei que ela se referia ao fato de em poucos minutos iria expor meu texto, o qual falo indiretamente de Justin.

- Bem. - sorri confortante. Minhas mãos não paravam de tremer. Estava nervosa, mas não queria que isso me atrapalhasse me fazendo parecer mais tola que já era.

- A aula vai começar, o estagiário do professor já entrou. - ela sussurrou e meu coração bateu mais forte. Ele estava ali, virei pra trás e Justin estava sentado olhando alguns papéis, seu olhar levantou fazendo seus olhos encararem os meus. Virei pra frente com a respiração ofegante, pequenos sintomas que simples gestos vindo dele podiam me causar.

- Bom dia turma! - Professor Robert disse entrando na sala e deixando sua bolsa. Justin foi até ele entregando um papel e logo em seguida voltando ao seu lugar no fundo da classe. - Bom, é... Alicia Lee Harris. - ele leu no papel. - Pode ler sua redação sobre o que é leitura pra você? - Assenti timidamente e me levantei com cuidado, pegando o papel na pasta. 

- Boa sorte. - Ouvi o sussurro gentil de Mia assim que levantei. Sorri como agradecimento e fui até a frente do quadro. 

Encarei toda aquelas pessoas me olhando e mais uma vez meus olhos encontraram ele, que me observava atentamente. Levantei minhas mãos fazendo com que o papel tampasse meu rosto, com a voz trêmula e um pouco baixa comecei a ler.

"Um sentimento de liberdade, independência, um sentimento que só a leitura te propõe. Mantém sua mente aberta, seus pés livres do chão. Leitura é como amar."

Assim conclui minha redação. Aplausos educados de todos ali presentes. Mia me lançava um olhar de orgulho, olhei para o Sr Robert que sorria me aplaudindo. Timidamente vi Justin sorrindo batendo palmas um pouco exageradas. Aos poucos meus lábios foram se curvando formando um sorriso orgulhoso de mim.

- Uau! Parabéns Alicia! Minha nossa, isso foi incrível! - ele exclamava contente.

- Obrigada. - sorri educadamente.

- Justin o que achou da redação? - agora os olhares foram voltados para o garoto de cabelo arrepiado sentado na última carteira.

- Foi realmente inspirador. Estava incrível. - ele sorriu. Por um momento senti o ar me faltar. Sua voz causava arrepios em meu corpo

- Tenho que concordar. Parabéns mais uma vez. Pode se sentar. - assenti sorrindo e voltei para minha carteira. Mia silabou "parabéns" pra mim me fazendo aumentar meu sorriso.

Olhei pra trás mais uma vez e o vi me encarando, virei rapidamente e comecei a prestar atenção na aula que acontecia na frente.

[...]

O café já estava ficando frio, preferia dar atenção ao Ipod tocando, havia uma hora livre antes de começar a trabalhar. Estava sentada na lanchonete do Starbucks, uma mesa encostada à parede de vidro, me dando a visão de Nova York lotada, pessoas andando em sentidos opostos. Senti um pequena movimentação na cadeira a minha frente. Quando virei meu olhar pra lá, não pude acreditar. Ele estava ali, era real.

- Desculpe se estou sendo mau educado, é que eu vi você aqui e achei que deveria falar com você. - seu sorriso era tímido.

- Tudo bem, gosto de companhias. - sorri e dei um gole em meu café.

- Então, sua redação hoje, foi excelente. Fiquei realmente impressionado. - quase cuspi o gole de café quando aquele assunto foi tocado.

- Obrigada! Me esforcei bastante, aprecio que tenha gostado. 

- Sim, comentei com Robert que foi a melhor da turma. - arregalei meus olhos o fazendo rir com esse gesto.

- Sério? - ele assentiu. - Estou honrada. - disse o fazendo rir.

- Que música está ouvindo? - ele perguntou ao notar meus fones.

- You're not alone do Michael o rei. 

- Você curte Michael? -assenti em um movimento exagerado com a cabeça.

- Quer ouvir? Eu tenho todos os Cds dele baixados aqui, ele é incrível. Épico. - ofereci um fone pra ele que nem pensou duas vezes antes de aceitar.

[...]

- Está na minha hora, me desculpe, tenho que trabalhar. - estava sem graça.

- Tudo bem, adorei passar esse tempo com você. - sorri ao ouvir aquilo.

- Posso dizer o mesmo Justin.

- Aceitaria uma carona? - eu queria muito aceitar, mas logo hoje estava de carro.

- Estou de carro, obrigada mesmo assim.

- Tudo bem, tchau.

- Tchau. - acenei deixando aquele local.

Meu coração palpitava, ele gostou de passar um tempo comigo. Foi os melhores minutos da minha vida. Não conseguia acreditar que aquilo tinha sido real. Era como se meu sonho estivesse colidindo com a realidade. Mas eu ainda lembrava do seu toque apertando a minha mão timidamente em um cumprimento. De seus olhares encontrando os meus, tudo parecia combinar.

Com um sorriso bobo permanente em meu rosto adentrei na loja fazendo um barulhinho anunciando minha chegada 10 minutos atrasada. Liz era um jovem um pouco mais velha do que eu, talvez um 6 anos. Ela era morena dos cabelos negros e olhos incrivelmente verdes como esmeraldas. Nunca havia conhecido mulher mais de bom humor do que ela, logo nunca se estressava se chegava ou não atrasada, até mesmo por que nunca cometia esse ato. 

- Me desculpe Liz, tomei café e lá encontrei um amigo no qual me distrai conversando. - tentei logo me redimir.

- Tudo bem, tudo bem. - sorriu me confortando. - Agora me ajude a arrumar esses sapatos nas fileiras de tamanho e modelos. 

- Claro! - assenti e fui até ela a ajudando.

[...]

Assim que me despedi de Liz e sai da loja, fui para meu carro indo direto pra casa. Precisava descansar. Hoje o dia havia sido cheio. E, por um momento meu cérebro fez um pequeno resumo de meu dia. A redação, os elogios, o café, Justin, trabalho, e agora estava me preparando para tomar um banho. 

Meus talentos culinários, não era os melhores, naquela noite era mais que provável que pediria uma pizza. Foi isso que fiz, enquanto meu lanche não chegava fiquei fazendo os deveres da faculdade. O som da campainha soou no apartamento. Rapidamente deixei os cadernos de lado e fui atender a porta, olhando no olho mágico vi Luke sorridente. Ele era o porteiro noturno e grande amigo meu. Amava passar o tempo com ele. Luke era jovem de cabelo castanhos e olhos azuis, muito bonito, ele trabalhava como porteiro de noite e fazia faculdade de arquitetura de manhã. Se demos bem de cara assim que entrei no prédio ele foi bem simpático. 

- Luke! - gritei histericamente o abraçando com cuidado. - Entra!

- Ali, nem chamou pra comer pizza, como assim? Ainda bem que agora é meu horário de janta.

- Continuo sem te convidar. - ri de sua expressão de indignação. - Vamos comer logo. 

- Ainda bem, porque você me convidando ou não eu ia comer aqui. - ele me seguiu até a cozinha.

- Então o mínimo que você poderia fazer seria me ajudar arrumando a mesa. - peguei o pano forrando o balcão da cozinha.

- Não, isso eu deixo pra você. - ele sorriu e eu o encarei com as sobrancelhas erguidas e de braços cruzados - Ta bom, ta bom. - ele levantou as mãos em ato de rendimento.

Em poucos minutos, estávamos sentados acabando com a pizza. Luke comia feito um furacão. Fiquei sentada no sofá sobre minhas pernas, mordia um pedaço de pizza de calabresa. 

- É sério eu realmente acho que aquele homem seminu saiu do apartamento da Senhora James. - ele me contava umas história engraçada as quais faziam minha barriga doer de tanto rir.

- Você só pode está de brincadeira. - dizia ofegante. - Ela usa dentadura. - nos olhamos com cara de nojo. - Vou ter pesadelos com isso.

- Infelizmente não vou poder dormir né. - ele acabou com sua pizza.

- Não sei como aguenta essa rotina. 

- Eu preciso disso, não tenho ninguém que me sustente aqui Ali. Você sabe muito bem. - Luke tinha se mudado 1 ano antes de mim.

- Verdade. - sorri sem humor.

- Tenho que ir, foi bom comer pizza com você. - ele sorriu e se levantou limpando as mãos na calça.

- Ok, vai lá. - levantei e o acompanhei até a porta.

Ele me deu um beijo na bochecha de despedida e se foi. Fechei a porta e fui limpar a bagunça. Peguei os copos e me martirizei por bagunçar coisas por nada, pra que pegar talheres? Quando se tratava de mim e Luke não precisávamos disso, sem frescuras. Ri com meu pensamento e lavei a louça, depois, guardando o resto da pizza na geladeira, meu provável café da manhã amanhã. 

[...]

Mas um dia, me perguntava se algo seria diferente depois da tarde de ontem no café. Será que ele olharia pra mim de um jeito diferente? Será que ele iria falar comigo? Eu deveria falar com ele? 

Quando dei por mim, estava na frente daquela faculdade saindo do carro. Meu coração batia mais rápido do que o normal, andava com passos largos. A qualquer momento podia encontrar com ele.

P.O.V Justin



---------------------------------------------------------------------


Continua...


Oi amores! Tudo bom? Bom, esse é o primeiro cap eu espero que gostem! 


Me ajude a divulgar a fic! Clique ai em baixo, não custa nada viu? 


Obrigada a todos que leram! Comentem o que acharem! Beijos!!

Falem comigo >>> Ask e Twitter