sábado, 23 de março de 2013

Midnight City - Cap 5

-- 14 comentários:


"Nós podemos apenas nos abraçar até vermos a luz do sol."



P.O.V Justin

E mais uma vez eu estava nervoso ao ligar pra ela. Nem sabia o que dizer, era como se eu só quisesse ouvir sua voz tímida dizendo o meu nome. Iria convidá-la pra sair, mas nem sabia pra onde. Quando ela atendeu, era tarde demais pra mim pensar em algo.

- Alô? - ela parecia está sorrindo.

- Oi, é o Justin. - falei sem jeito.

- Oi Justin. - sua voz era bem animada.

- Tudo bem?

- Tudo e você?

- Tudo ótimo, é, quer dar um passeio? De carro pela cidade. - Sorri com minha ideia improvisada.

- Claro! 

- Eu te busco daqui a meia hora?

- Tudo bem. Vou me arrumar, beijos.

- Beijos. Até mais. - desliguei.

Fiz um gesto comemorativo e fui correndo me arrumar, estava de banho tomado, logo, só teria que escolher alguma roupa. Fui ao closet e procurei por uma calça, vi uma preta com detalhes azuis. Coloquei uma regata branca e fui arrumar meu cabelo, a parte mais demorada da minha produção.

P.O.V Alicia.

Lá estava eu me arrumando em frente ao espelho novamente me preparando para sair com ele. Era até difícil de acreditar nisso, Mia deve querer me matar quando conta-la. Ou então, ficar feliz por mim. O convite de Justin era perfeito, eu amava andar de carro, e com a vida agitada que levo de faculdade e trabalho, mal podia sair para conhecer minha tão querida cidade de Nova York. 

Quando a campainha soou em meu apartamento, automaticamente um sorriso surgiu em meu rosto. Peguei minha bolsa, passei um perfume correndo e fui atender a porta, desta vez ele estava lá, não teria que ficar ansiosa para vê-lo até descer. Sorri ao encontra-lo vestido casualmente. 

- Oi. - disse sorrindo simpaticamente.

- Ola, você está incrível. - ele me olhou de cima a baixo, me fazendo olhar pra barra de meu vestido, um pouco corada.

- Obrigada, você também. - minha bochecha ficou mais corada.

- Vamos? - ele passou a língua entre os lábios.

- Claro. - sorri e fomos andando até o elevador.

Justin abriu a porta do carro pra mim,  entrei delicadamente para que o vestido não voasse com o vento que soprava suavemente naquela noite. Enquanto colocava o cinto, Justin entrou no outro lado, logo deu partida no veículo que em segundos deslizava pelas ruas de Nova York. 

- Você já foi no Empire States? - Perguntou olhando pra mim por pouco tempo logo voltando sua atenção para o caminho.

- Não. - o olhei, até de perfil ele era magnificamente bonito. 

- É pra lá que vamos, me lembro de ter conhecido assim que vim pra cá. Depois  vamos ver a Estátua da Liberdade. - Ele parecia bastante empolgado, me fazendo ficar animada.

- Uau! Sempre quis ver a estátua. - falei sorridente.

- É linda! A noite parece que fica mais bonita ainda, sua cor faz um belo contraste com a noite. 

- Pelo menos em fotos, é verdade. - ri.

- Sempre tenho razão. - brincou.

- Idiota. - ele riu, apenas deixando o som de nossas risadas dominarem o carro. 

[...]

Estava encantada,  enquanto saía do carro olhando pra rua completamente brilhante, pessoas bem vestidas andando por todo lado. Minha boca foi se curvando em um sorriso conforme via mais detalhes da paisagem a minha frente. 

Ao meu lado Justin olhava tudo com as mão no bolso e olhos brilhantes como se também estivesse encantado com a visão proporcionada para ambos nós dois. Senti um frio na barriga fiquei um pouco estática, Justin havia pego em minha mão, seu toque me eletrizava fazendo borboletas aparecerem em meu estômago, aquela sensação famosa e clichê havia acabado de acontecer comigo, ele foi me guiando diante aquelas ruas. 

A noite parecia cair bem sobre Nova York, a deixando mais iluminada e mais bonita possível. Com nossas mão ainda entrelaçadas íamos observando tudo. 

- É realmente fantástico! - falei empolgada com tamanha beleza.

- Com certeza. - ele olhava ao seu redor sorrindo. - Estátua? - ele me encarou.

- Claro! - dei minha mão a dele novamente e fomos voltando pro carro

Quem nos olhava, acharia que fossemos um casal perfeito. Aqueles apaixonados, apenas curtindo uma noite com seu companheiro. Como desejava que um dia meu pensamento viesse à realidade. Olhava pra baixo e mordia os lábios, era uma mania que tinha.

- Daqui a pouco seus lábios vão sangrar. - ele riu olhando pra frente. 

- Como? - disse confusa. 

- Você não para de morde-los. - diz assim que  avista seu carro e o abre.

- É uma mania que tenho. - falei simplesmente. 

- Mania agradável. - ele sorriu com uma cara maliciosa, me deixando um tanto quanto confusa.

O carro já estava em movimento enquanto conversávamos sobre nós, coisas bobas mas que ficava encantada de saber cada detalhe sobre ele e sobre vida.

- Hum... aniversário? - falei pensativa.

- 01 de março e você? 

- 31 de maio. Sua vez. 

- O que gosta de fazer?

- Mesmo não tendo tempo gosto de ler. E você?

- Gosto de tocar violão. Ultimamente meu violão tem sido bastante companheiro. - ele riu 
pelo nariz.

- Você tocando violão? Por essa eu não esperava.

- Por que? - ele franziu o cenho.

- Sei lá, você me parece um pouco sério. - ele riu.

- Você é a primeira pessoa que fala isso pra mim, pra falar a verdade todos me acham bem idiota. - Justin falava como se lembrasse de algo. 

- Acho que preciso te conhecer mais então. - o olhei tirando o cinto , havíamos acabado de chegar.

- Tem muita coisa que você não sabe sobre mim. - ele disse em um tom de voz baixo. Achei aquilo um pouco estranho, mas preferi não comentar, afinal, pra que estragar o perfeito?

P.O.V Justin

Estávamos ali em frente a estátua que Alicia olhava com admiração. Seus olhos brilhavam de um jeito lindo, sua boca estava levemente aberta, parecia está indignada com a beleza da obra. Ela parece ser esculpida, talvez se fosse não seria tão perfeita. Ela me olhou com um sorriso imenso e logo entendi o que ela queria. Peguei meu celular também e nos posicionamos em frente a estátua. Tiramos algumas fotos. Aquilo era meio estranho já que nós não tínhamos nada. 

- Nem parece real. - diz ela ainda encantada. 

- Concordo. - disse me referindo a ela, porém Ali não havia percebido. 

- Com certeza irei voltar aqui novamente. - afirmou assentindo com a cabeça pra dar mais ênfase.

- Adoraria fazer as honras. - sorri pegando em sua mão. Já tinha virado hábito, gostava de sentir sua pele macia tocando a minha, aquilo me fez ter pensamentos maliciosos, sem contar sua mania sexy de morder os lábios, era tudo tão inocente ela nem sabia que estava sendo sensual aos meus olhos. - Também queria te mostrar a Broadway. 

- Iria ser incrível! - falou sorridente. - Como está sendo hoje. 

Ela estava na minha frente, meus olhos se aprofundavam na cor dos seus. Mais uma vez seu lábio inferior foi mordido, não seria capaz de me segurar. Passei a língua entre os lábios. Com meu polegar, puxei seu lábio preso entre seus dentes, fazendo assim, ela solta-lo. Coloquei uma mecha de seu cabelo que voava com o vento, atrás de sua orelha. Respirei fundo, me sentia nervoso como em um primeiro beijo.

Ok Justin, agora era só beija-la. 



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Continua...

 Olá!!! Olha isso V Ignorem a minha idiotice shauhsa 
 Enfim, como vocês estão? Estão gostando? haha Bom, vocês chegam até perto do o Jus é mais não acertam completamente hsuahsuhau SOU MÁ!

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sexta-feira, 22 de março de 2013

Midnight City - Cap 4

-- 16 comentários:


"Eu venho tentando fazer você perceber 
o que você significa para mim"



POV Justin

Era difícil estar em meu lugar. Evitava qualquer tipo de contato com ela, vê-la ali de cabeça abaixada e por minha causa me fazia me sentir pior. Voltei a atenção para a frente da sala, mas minha cabeça parecia viajar em outros planetas.

- Senhorita Harris. - Robert me despertou chamando por Alicia. A mesma levantou a cabeça e fungou o nariz. - Você está bem? Deseja se retirar? - ele soou preocupado, mas do que eu ele não estava.

- Eu to bem. - ela se ajeitou na cadeira.

- Se quiser sair, tem total autorização. Tudo bem? - ela assentiu e então ele prosseguiu com a aula.

A encarei e fiquei a observando, ela sempre passava as mão nos olhos e fungava baixinho. Sua amiga ao seu lado fazia um carinho de leve em suas costas passando sua mão de cima pra baixo em gesto de carinho. Eu não devia ter dado esperanças, mas a culpa estava me corroendo por dentro, não sei se suportaria viver com aquilo. 

Será que era mesmo melhor pra nós? Por que aquilo não parecia fazer nem um pouco bem pra gente. Eu vou falar com ela, eu tenho que falar com ela. Iria esperar a hora de sair. Agora tinha que pensar em como chegar nela, ela deve estar com a cabeça a mil, eu a ignorei. Como pude ser capaz disso. Mas se quero ter algo com ela, terei que mentir, ou omitir uma parte da minha vida a qual eu sempre escondi. Mas um relacionamento, tanto amizade quanto algo mais não daria certo com isso ne? Eu não sei, só o tempo pode me responder.

POV Alicia

A aula havia passado como um borrão pra mim,  fiquei quieta na minha com a cabeça cheia de pensamentos os quais Justin era protagonista. Eu só queria entender o que eu fiz pra ele, por que ele fez isso? Recolhi meus materiais em silêncio apenas escutando o baixo consolo de Mia.

- Eu sinto muito Ali. - ela falou com uma voz baixa, ela parecia se sentir culpada. - Ele é um idiota que não te merece.

- Ele é o idiota que eu amo. - olhei pra ela encarando a escuridão de seus olhos. - Eu não entendi o porquê dele fazer isso, mas eu que devo ter colocado esperanças onde não tinha. 

- Desculpa, eu também coloquei coisas na sua cabeça que... - a interrompi.

- Não tem o porque de você se culpar. - a confortei. - Deixa isso pra lá. Isso não passou de uma fantasia da minha cabeça, só esta sendo duro a queda pra realidade.

- Vai ficar tudo bem. - ela sorriu e saímos da sala.

No meio do estacionamento, discuti com Mia que iria ficar bem, enquanto a mesma insistia em passar o dia comigo. Disse que queria ficar sozinha e ela entendeu, nos abraçamos e fomos uma pra cada lado em direção aos nossos carros. Enquanto fiquei parada procurando as chaves em minha bolsa, sinta uma mão tocar meu ombro e logo uma voz rouca dominar meus ouvidos, e talvez, todos os meus sentidos.

- Eu preciso falar com você? - bufei e pressionei os lábios me virando pra ele podendo ver Justin de cabeça baixa. 

- Nossa, me sinto comovida agora, porque tinha achado que o gato comeu sua língua. - o encarei irônica.

- Não conhecia esse seu lado. - ele semi cerrou os olhos, um pouco surpreso com minha atitude e talvez até confuso. 

- Nem eu conhecia o seu. - respondi séria.

- Olha, sobre isso... - ele deu um passo em minha direção e eu o interrompi me afastando.

- Esquece, ok? Eu posso viver com isso. - disse ríspida e me virei novamente procurando minhas chaves. Quando coloquei minha mão dentro da minha bolsa, sinto novamente um toque em meu ombro, dessa vez, mais forte me fazendo virar novamente. Invés de encara-lo, olhei pra baixo mordendo os lábios, em seguida, ergui a cabeça olhando pro lado.

- Olha pra mim. - ele pegou em meu queixo me fazendo virar pra ele. - Me desculpa, é que estava nervoso... não sabia como chegar em você e... - o interrompi novamente.

- Tão nervoso, ao ponto de desviar o olhar de mim quando eu apenas acenei em sua direção? - o encarei indignada. - Por favor Justin! - Juntei minhas sobrancelhas com raiva o encarando.

- Você não entende, eu não queria misturar as coisa, é que seria estranho o estagiário saindo com uma aluna, as pessoas iam ficar nos olhando, apenas queria evitar isso.

- Você tem vergonha de mim?

- Não! - ele arregalou os olhos e se aproximou. - Você é uma garota linda Ali, só queria evitar pessoas falando sobre nós, você acha que se eu não me importasse não estaria aqui te implorando por um perdão seu? - ele levantou as sobrancelhas me encarando.

- Tudo bem Justin, ta perdoado. - sorri.

Ele sorriu e me abraçou. Não acredito que estava o perdoando, meu coração havia falado mais alto do que a razão. O abracei de volta e pude sentir seu perfume, aquele que eu mais gostava. Nos afastamos e sorri sem graça pelo o momento e sem saber o que dizer depois de tudo.

- Obrigado, por me perdoar. - ele disse normalmente.

- O perdão faz parte. - sorri sem mostrar os dentes,  colocando uma mecha de meu cabelo atrás da orelha.

- Bom, eu vou ter que ir agora, a gente poderia se ver mais tarde. - ele coçou a nuca.

- Só se você me prometer, não me ignorar no dia seguinte. 

- Acho que temos um encontro. - ele sorriu me fazendo repetir seu ato. - Te ligo?

- Claro! Vou indo, tchau. - acenei e abri o carro entrando nele logo em seguida.

Dei partida e pude ver Justin dando espaço para o carro sair. Acenei mais uma vez pra ele e finalizei a manobra para sair da vaga, deixando Justin com com suas mãos no bolso da frente de sua calça, observando meu carro sair do estacionamento da faculdade.

[...]

- Oi Liz! - sorri colocando o avental-uniforme da loja. 

- Oi querida! Como está? - Liz veio sorrindo simpática me cumprimentar com dois beijos, um em cada bochecha.

- Vou bem, como está o movimento da loja? - amarrava meu avental nas costas.

- Agitado para uma quarta feira. - ela olhou pra mesma direção que eu assim que ouvimos o sininho da entrada anunciando a chegada de um cliente. - Esse é seu. - ela acariciou rapidamente meu ombro e eu fui atender o moço alto de olhos castanho e cabelos negros. Ele era bem bonito até.

- Com licença, no que posso ajudar? - perguntei educada abordando o moço.

- Olá, eu queria sua opinião pra sapatos femininos, tenho que comprar de presente e sou péssimo nisso. - ele sorriu de lado.

- Hum, é pra sua namorada? - perguntei.

- Não, eu sou solteiro, é pra minha mãe. 

- Ah sim, temos esses modelos aqui, que saem muito. - trouxe ele a uma pratilheira de sapatos bem bonitos femininos.

- São bonitos. O que acha desse? - ele pegou um par, e na minha opinião era o mais estranho dali.

- Bom... - eu fiz uma cara engraçada. - Acho que tem outros melhores. - ele riu colocando o sapato no lugar.

- Eu falei que sou péssimo. - ele riu.

- Eu acho esse lindo. - peguei um que havia detalhes de pedrinhas, bem bonito e moderno.

- Fico com esse. - ele sorriu pegando o sapato da minha mão. - Quanto custa?

- 37 dólares. Mas faço por 30. - ele sorriu.

- Não precisa. - ele negava com a cabeça.

- Que nada, é gentileza da casa. 

- Obrigado. - peguei o número que ele havia dito que sua mãe calçava e embrulhei. - Quer saber, eu aceito a gentileza da casa, mas com uma condição. - ele sorriu divertido.

- E qual seria? - perguntei curiosa. Enquanto colocava a caixa num saco.

- Se a bela e simpática vendedora que me atendeu me desse seu número. 

- Eu não sei... - corei um pouco tímida com seus elogios.

- Por favor, não sou um assassino e nem vou te sequestrar. - ele riu e eu o acompanhei. 

- Já que estou segura, tudo bem. - sorri. Passei meu número pra ele.

- Obrigado. - ele leu meu crachá. - Alicia. Sou David. Foi um prazer conhece-la.

- O prazer é todo meu. - sorri e entreguei a embalagem pra ele. 

- A gente se vê. - ele acenou e eu fiz o mesmo o observando sair da loja.

Uau, isso nunca havia me acontecido antes, estava encantada com a beleza e simpatia de David. Ele era fofo e bastante bonito. Suspirei, estava com sorte esse ano, primeiro Justin, agora David, realmente incrível. Logo eu que sempre me achei sem graça, completamente sem atrativo para homens. Já Mia me dizia que eu era linda, mas achava suspeito já que o elogia vinha de minha melhor amiga. 

- Que bonito Senhorita Harris. - A voz de Liz me despertou. 

- Oi Liz, o que foi?

- Paquerando os clientes? - ele colocou as mão na cintura me olhando.

- Apenas fui gentil, eu não tive culpa. - ela riu enquanto a olhava confusa.

- Ai Ali, você é tão ingênua. - diz Liz se virando e indo para o depósito de sapatos. Me deixando pensativa, apoiada no balcão.

[...]

Cheguei em casa exausta, me perguntava como ainda aguentava aquela rotina. Joguei minha bolsa e chaves na mesa e tirei meus sapatos os deixando no meio da sala. Me joguei no sofá ficando completamente esparramada ali. Fechei meus olhos, ia tentar tirar um cochilo, mas vi que não seria meu dia, quando meu celular começou a tocar me fazendo ficar irritada com o barulho e o fato de ter interrompido meu descanso, ainda por cima está longe. Me estiquei toda até conseguir pegar minha bolsa e em seguida meu celular, toda minha raiva foi embora ao ver quem era.

- Mãe? - atendi sorrindo.

- Filha! Como senti sua falta! Como está? Tá comendo direito? Como está a faculdade? Arrumou um namorado? E o trabalho? - ela me bombardeou de perguntas.

- Ei dona Elisa, vai com calma. - ri dela respirando alto do outro lado da linha. - Estou ótima, comendo bem, estudando e trabalhando muito, chega ser exaustante. E não mãe, nenhum namorado. - bufei.

- Alicia, pelo amor do céu, você não namora desdo seus 17 anos, você tem 19 agora, e nada? - ela indagou.

- Vai com calma. Eu já tive uns rolos e eu to saindo com um cara. - preferi deixar no ar. Não iria falar quem era, muito menos que ele era o estagiário do meu professor.

- Sério? Ah! Por que não me disse antes? Quantos anos ele tem? Qual é o nome dele?

- Mãe! - a reprendi. - Ele tem 22 anos e se chama Justin.

- Eu quero conhece-lo. Vou te visitar mês que vem, espera que já esteja o namorando. - revirei os olhos. Minha mãe era tão exagerada. 

- Ok mãe. - disse com um pouco de tédio. - Mãe, outra ligação, vou ter que desligar. Beijos, saudades. Te amo.

- Beijos, também te amo querida. - finalizei a ligação.

Olhei novamente para a tela do meu celular e não acreditei no que vi, era Justin, ele realmente havia me ligado. Esperei meu afobamento passar um pouco e logo atendi sem delongas.




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Continua...

AI MEU DEUS!! Pirei demais nos comentários, obrigada demais cara, sério mesmo, cada elogio de vocês me fas sorrir muito!! haha




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quinta-feira, 21 de março de 2013

Midnight City - Cap 3

-- 23 comentários:

"Nunca tive problemas em conseguir o que quero, 
mas quando se trata de você, nunca sou boa o bastante"



POV Justin 


Tudo ocorria tranquilamente, a conversa fluía agradável para ambos. Me sentia confortável com sua companhia. Ela me contava uma história de quando ela foi para seu primeiro show com sua família.

- Você era uma criança bem levada, com 10 anos você pulou no segurança? - disse rindo. 

- Mas é que ele fez isso com o menino e eu queria que ele me levasse nas costas também. - ela falou como se fosse algo mais normal no mundo. - Só que minha mãe me puxou das costas do homem. - ela riu como se estivesse vendo a cena em sua cabeça. - As mães olhavam assustadas pra mim, como se eu fosse uma criança assassina que sobe em seguranças. 

- Mas o menino que ele levou estava passando mal. - ri dela. - Mas sabe, quando eu era pequeno eu tinha um tio chamado Kenny, ele era amigo da minha mãe então o considerava como tio. Ele estava dormindo no sofá da sala ai eu peguei um livro e taquei na cara dele e gritei "FACEBOOK!" - ela começou a ri escandalosamente. - Eu era pequeno! Tinha 16 anos. - ela arregalou os olhos.

- 16 anos?? Pequeno? Justin, você era retardado. - ela riu e bebeu um gole do refrigerante e limpou sua boca delicadamente com o pano.

- Ah qual é? Foi engraçado. - ela concordou e começamos a rir. Alicia olhou no relógio em seu pulso e arregalou os olhos.

- Justin, são onze horas da noite! - ela exclamou assustada. O tempo ao lado dela passou tão rápido imperceptível para nós dois.

- Sério? - amanhã tínhamos aula. - Garçom! - o chamei e ele nos olhou, fiz o sinal pra que ele me mandasse a conta e o mesmo assentiu. Vi Alicia pegar uma carteira em sua pequena bolsa e coloquei minha mão em cima a impedindo. - Nem pense!

- Justin, eu também comi, gastei sua gasolina, você buscou em casa. Dá pra parar de palhaçada? - ela disse séria e desviou a bolsa de minha mão. 

- Você está ferindo minha masculinidade. - peguei meu cartão e levantei da mesa, fazendo ela me encarar incrédula. Dei um risinho vitorioso em sua direção e fui para o balcão de pagamento. Achei o garçom com a minha conta e peguei a mesma para pagar.

Alicia me matava com os olhos, enquanto eu, sorri na maior paz do mundo. Ali se levantou antes mesmo de eu chegar até ela e foi em direção ao carro, já vi que é pirracenta. Aquilo me fez  lembrar minha irmãzinha que deixei no Canadá. Quando não comprava doce pra ela, Jazzy cruzava os braços e me ignorava por cinco minutos e logo tudo estava bem. Em frente ao meu carro lá estava ela parada olhando os próprios pés. Mordia os lábios e mexia os dedos contra o carro formando uma musiquinha. Ri da cena e fui me aproximando. Destravei o carro e Alicia se assustou com o barulho que a Ferrari fez. 

- Vai ficar com essa cara? - falei enquanto abria a porta do carro. 

- Vou. Você foi machista. - ela entrou no carro de biquinho.

- Não acredito nisso. - revirei os olhos e fechei a porta de seu lado. Entrei no banco de motorista e dei a partida no carro rapidamente manobrando para sair da vaga. - Me desculpa. - falei assim que sai do estacionamento encontrando as agitadas ruas de Nova York. Eu não sabia porque eu estava pedindo desculpa, eu que estava certo. Era errado deixar ela pagar, minha mãe sempre foi bem clara em me dizer "Sempre ser cavalheiro com uma dama." 

- Não tem que me pedir desculpa. - ela murmurou. Agora eu pergunto:  Então qual era o propósito do aborrecimento? - Eu que exagerei, você só estava sendo legal. - ela abaixou a cabeça e seu tom de voz ainda era baixo.

- Ta tudo bem. - sorri a confortando. - Quer ouvir música? Eu tenho o cd do Michael Jackson aqui. - ri me lembrando da nossa tarde no café. Ela me olhou sorrindo e assentiu. Agora era só nós e uma música do rei. 


I'm starting with the man in the mirror I'm asking him to change his ways 

[...]

Estávamos rindo do nada quando parei o carro em frente ao seu prédio. Ela me olhou sorrindo e seus olhos pareciam brilhar mais do que a Lua naquela noite. Mordi os lábios um pouco nervoso e olhei minha mão no volante, segundo depois voltando meu olhar a ela. Queria dizer para repetirmos esse encontro ou até mesmo já chama-la para tomar um café amanhã. Mas era errado da minha parte. Aquilo não podia acontecer. Eu não me sentia e nem era o cara certo pra ela. E olhar no fundo de seus olhos, me fazia ter certeza de que ela merecia alguém melhor, ou então, confundia minha cabeça. 

- Essa noite foi incrível. - sua voz suave quebrou o silêncio. 

- Posso te dizer o mesmo. - sorri quando nossos olhos se encontraram.

- Então... até amanhã. - ela se curvou e deu um beijo tímido e rápido em minha bochecha. 

- A gente se vê amanhã. Tchau! - acenei assim que ela saiu do carro acenando de volta.

Estava decidido a fazer as coisas mudarem amanhã. Eu não podia continuar com aquilo. Estava fazendo mal a mim e a ela. Não poderia simplesmente fingir que não faço coisa suja e mete-la no meio disso tudo. Eu farei isso por ela, por nós.

POV Alicia

O nervosismo era o que mais havia atrapalhado tudo, a coragem se perdia quando aqueles olhos encontravam o meu. A razão que tinha era perdida com sua risada. Meus sentidos pareciam em êxtase o som de sua voz ainda ecoava em minha cabeça. Não conseguia parar de pensar como seria amanhã. Cada dia uma surpresa diferente. Ele era tão gentil, engraçado, o que mais poderia desejar em uma pessoa. Com seu sorriso em mente, fui me despindo para tomar meu banho.

Abracei meu travesseiro com força. Sorria sem acreditar que tudo fosse realmente real. Eu saí com Justin. Bocejei e vi que o sono havia chegado. Fui fechando meu olhos sem relutar. Agora estava perdida em um mar de sonhos onde apenas ele navegava.

[...]

Bruno Mars cantava me despertando. Desliguei meu celular com rapidez e pela primeira vez, me vi animada para levantar e encarar aquela faculdade como sempre fazia mais era sempre sem ânimo nenhum. Bati uma vitamina pra mim de morango e tomei rapidamente. Vi o relógio e me desesperei. Estava atrasada. Nunca mais farei o café da manhã, meu starbucks nunca havia me decepcionado. Peguei minha bolsa e minhas chaves. Fechei tudo e fui o maís rápido que pude pro carro.

Corria deslizando sobre as ruas bem asfaltadas. Meu celular tocava desesperadamente, imaginei que fosse ele. Com uma mão no volante, procurei o celular na bolsa com a outra. Achei e olhei no visor "Mia", havia esquecido de ligar pra ela. Atendi sem mais demoras.

- Alô? - disse com uma voz inocente.

- Além de está atrasada, não me ligou. Ali!! - ela me reprendeu.

- Desculpa, desculpa. Eu vou chegar no faculdade em alguns minutos e já te conto tudo. Só pra você ficar melhor, ontem foi perfeito! - sorri 

- Ai me deus! Vocês se beijaram? - ela parecia está pulando do outro lado da linha.

- Não, não, foi só um encontro normal. Apenas conversamos e rimos. - suspirei alto.

- Ow! Preciso saber de tudo. Chega logo. Beijos. - ela riu.

- Beijos. - desliguei.

Foi o tempo de mais uma música tocar na rádio e eu já estava estacionando o carro na vaga livre que tinha um pouco longe da entrada. Merda, por isso nunca gostei de me atrasar. Sai do carro pegando as coisas do banco ao meu lado. Fechei o carro e fui andando distraída. 

Estava no corredor indo para a minha sala, hoje o último tempo seria literatura, ele estaria ali. Não saberia como reagir. Encontrei Mia me olhando animadamente, mas o professor já estava em aula. Com educação, pedi permissão pra entrar, como sempre fui uma aluna exemplar, ele me deixou ficar sem delongas. 

- Você vai me contar até quantas vezes você respirou. - Mia sussurrou enquanto me sentava e ajeitava meus cadernos e livros na mesa.

- No intervalo. - falei do mesmo jeito e voltei minha atenção pra frente.

[...]

- Ele disse que também achou incrível. - disse sorrindo e bati palminhas. 

- Ai meu deus, ele gostou de você. - Alicia abriu a boca e em seguida a tampou com as mão. 

- Será? Eu não sei... - abaixei a cabeça.

- Claro que gostou! Você encontrou ele hoje? - ela comeu um pedaço de seu sanduíche.

- Ainda não. A última aula é dele certo? - tomei mais um gole do meu refrigerante.

- Sim, você poderia sentar mais atrás. - ela me empurrou levemente com o ombro e sorriu animada.

- Claro que não! Ele vai me achar uma atirada.

- Pare de besteira. Ele não precisa saber que é por ele.

- Claro, ele nem vai notar, que por livre e espontânea vontade eu mudei de lugar que eu sempre sentei para mais perto dele e olha só. -  a olhei irônica. - Logo depois de um dia termos saído juntos. - completei minha ironia.

- Nossa Ali, você é tão negativa. - bufei. - Vamos, o sinal tocou.

[...]

Era agora, a troca de professores entre o penúltimo e o último horário. Meu coração batia forte só de pensar em vê-lo. Olhei para Mia que me encarava com ansiosidade. A porta se abriu direcionei meus olhos para da onde tinha vindo o barulho. Ele estava ali, tão lindo, com suas roupas sempre modernas. Esperei ele olhar pra mim. Até agora Justin só tinha ido até a mesa do professor e mexido em alguns papéis. Sem ao menos direcionar seu olhar pra turma que o encarava em silêncio. O professor Robert, seu supervisor chegou. Eles trocaram poucas palavras, antes de Justin ir para seu lugar de sempre, o fundo da classe.

Ele passou entre eu e Mia e nem se quer um aceno educado ele deu. Fiz uma cara de confusão expressando como eu estava por dentro. Por que depois de tudo que fizemos juntos, ele nem se quer me olhou. Não podia ser isso. Olhei pra trás e ele estava me olhando dei um aceno discreto e ele simplesmente desviou o olhar. Virei pra frente e abaixei a cabeça. Eu sabia. O que ele veria numa garota como eu? Deitei a cabela em meus braços sobre a mesa apenas rezando pra que ninguém visse uma lágrima cair em meu olho. Sonhei tão alto que não pude aguentar a queda. 

POV Justin



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Continua...

Gente! MEU DEUS Obrigada!! Antes de tudo Dricka eu te amo!!! ahahah Obrigada pelos comentários. 


Eu e Dricka ficamos emocionadas, sério shauhsua OBRIGADA DEMAAIS SERIO!!

Indicando: http://sonhosdebelieberjb.blogspot.com.br/

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